22 de novembro de 2010

Two of Us

Por trás dos cabelos longos e bigode, ele está olhando para baixo, observando algo fixamente. É surpreendido pela chegada do companheiro, que possui cabelos ainda mais longos que quase escondem os óculos de aro fino.

O recém-chegado senta-se ao lado do amigo, olhando para baixo e apertando os olhos devido à miopia. Após alguns segundos, pergunta:

– Ele já entrou no palco?

– Já. Está tocando há alguns minutos – responde o amigo.

– Onde é?

– No Brasil. Em São Paulo, acho.

– Está cheio?

– Muito.

O de óculos permanece em silêncio alguns segundos, tentando captar o som que vem de baixo, de longe.

– O que ele está tocando agora? Jet?

– Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que é sim.

– Eu gosto desta música.

– Ele está falando com a platéia, mas não consigo entender nada.

– Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.

– Com a gente era assim, também. Lembra no Japão? Ninguém ouvia nada.

– Olhe! All My Loving!

Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, acompanhando o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.

– George! Você ainda se lembra da letra!

– Tem como esquecer? Aposto que você se lembra também.

– Eu me lembro de todas. Todas as músicas. Todos os versos.

– Ele está afinado ainda, não?

– Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou muito.

Ficam em silêncio mais um pouco, olhando para baixo atentamente.

– Qual é agora? Drive my Car? A platéia esta fazendo barulho demais.

– Drive my Car. Essa é quase toda dele, sabia? Eu apenas ajudei em uns trechos.

– Está no Rubber Soul, né?

– Acho que sim. Sim.

– A platéia está cantando a música inteira.

– Como eles sabem a letra? Eles não eram nem nascidos quando lançamos isso.

– Não sei... Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.

Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.

– Ele foi para o piano.

– Eu nunca entendi como ele sabia tocar tantos instrumentos. Isso não é normal.


That leads to your door
Will never disappear



– Qual ele está tocando agora? The Long and Winding Road?

– Sim. Veja! As pessoas estão chorando!

Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.

– Não gosto dessa música – ele diz, mais para si mesmo que para o amigo.

– É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.

– Mas não gosto. Nós mal nos falávamos na época.

– Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer com a gente?

– Verdade.

– Ele está tocando as nossas, olhe. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.

– Eu não acredito que as pessoas ainda cantam junto, depois de tantos anos... A letra não está aparecendo no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais e tentando ver o palco.

– Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.

– Ele disse meu nome?

– Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.


I still remember how it was before,
and I’m holding back the tears no more…



– Você está legal, John?

– Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.

– Eu sei.

– Sabe, George... Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez tivéssemos nos comportado de outra maneira.

– Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todo show. E ele sabe que você está vendo. Ele não canta para a platéia, ele canta para você. É a forma que ele encontra de matar a saudade um pouco.

– Será?

– Sim. Eu senti muito sua falta antes de nos reencontramos. Olhe as pessoas lá embaixo, estão soluçando. Todos sentem sua falta.

– Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade da gente. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?

– A gente ainda era menino... Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.

– Nós ainda somos novidade. Olhe, essa é sua!


You’re asking me, my love will grow?
I don’t know, I don’t know



– Eu me lembro de quando escrevi. Era difícil escrever algo com vocês ali.

– Essa música é linda.

– Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!

– A gente gostava demais de você. Você era mais novo, víamos você como uma espécie de caçula.

– Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.

Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.

– Eu gosto dessa!

– Essa é dele, não é nossa.

– Band on the Run? Mas poderia ser nossa.

– Se dependesse de mim, seria.

– Ah, sim. De todos nós, você sempre foi o mais roqueiro, essa música é a sua cara.

– Ele fez muita coisa boa, né?

– Sim.

Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.


I read the news today oh boy
About a lucky man who made the grade



Enquanto o de bigode tamborila os dedos no ritmo, seu amigo remove os óculos rapidamente. Está chorando.

– Você sempre chora nessa.

– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo cantando minha parte, e eu aqui.

– Ele não está cantando sozinho.

– Como não?

– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.

– O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?

– Sim.

– Como isso fica bonito, vendo daqui de cima.

– Espere… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?

– Não.

– Isso é seu!

– Sim.

– O estádio inteiro está cantando! Olhe os balões de gás! As pessoas estão chorando, se abraçando.

O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.

– Let it be. Essa não poderia faltar.

– Eu não me conformo com isso, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.


But in this ever changing world
in which we live in


– Eu gosto dessa também.

– Uau! Você viu aquilo, John? São fogos?

– Ficou demais, né?

– Nós não tínhamos isso no nosso tempo.

– Nós não precisávamos.

– Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.

– O que as pessoas estão cantando, agora? Hey Jude?

– Sim... Estão abraçados, cantando junto com ele.

– É engraçado, George... Eu sei que nós éramos bons... Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos shows dele, e vejo as pessoas cantando junto, chorando... Mexe demais comigo.

– Nós éramos bons, John. Você sabe disso.

– Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda...

– Ainda o quê?

– Sabe, eu estava errado.

– Oi?

– Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.

– Nós três sempre soubemos disso, que você estava errado. Você sempre falou demais. Lembra aquela confusão de sermos maiores que Deus?

– Sim... Mas o sonho... O sonho não acabou nunca. Eu errei.

– John?

– Sim?

– O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.

Sorrindo, John Lennon levanta-se e oferece a mão a George Harrison.

– Você está com sua guitarra?

– Eu sempre estou com minha guitarra, você sabe.

– Vamos tocar um pouco?

– Qual?

– Qualquer uma. Deu saudade.

Milhões de quilômetros abaixo, Paul McCartney, emocionado, agradece à platéia.


95 leitores:

Lilian disse...

Caramba, eu nem curto Beatles, mas fiquei emocionada com esse texto. PQP.

Sem mais comentários...

Otavio Oliveira disse...

Já tive que explicar várias vezes por que, do nada, em pleno expediente, eu começava a rir em frente ao computador. agora, essa foi a primeira vez. honra pra caramba ter visto o show ao seu lado.

Bia disse...

Me emocionei lembrando de cada minuto do show e imaginando que isso certamente se passava lá em cima... Ontem, após "here today", meu pai olhou pra mim e disse "ele estava aqui"...
Inesquecível!

Hally disse...

PÔ, como eu posso comentar uma coisa dessas, Rob? Desse jeito vc quebra a todos nós. Agora vou ficar com esse nó na garganta por uns três dias...

Lisa Sukys Starbuck disse...

Maravilhoso texto - emocionei-me demais e revivi a emoção que senti ao assistir esse show ontem! Obrigado mais uma vez por esse belo texto!

Sil disse...

Não assisti ao show...droga, nem gosto tanto do Paul assim mas não consegui segurar as lágrimas.
Lindo texto, lindo mesmo Rob, parabéns e obrigada por proporcionar aos seus leitores tanta coisa bonita.
Beijo

ro gianesi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
rogianesi disse...

Fantástico o show, fantástico o texto!
Me emocionei.
Parabéns, você escreve demais!

Rach disse...

Cara, lágrimas me vieram aos olhos quando li isso!
Pena que só pude assistir o show pela TV, o que já foi MUITO emocionante. Imagino para quem estava lá...
Linda homenagem, como sempre belos textos!

exce disse...

O John nunca gostou dos álbuns que o Paul lançou após o fim dos Beatles.
Inclusive chegou a dizer que o que mais lhe agradou foi o material do George, mesmo assim, sem dar grande valor.
Abraços

Rob Gordon disse...

Caro exce:

Este texto é - claramente - uma obra de ficção, com o propósito de presentar os fãs e homenagear a banda e seus integrantes. O objetivo dele, como o próprio formato deixa claro, nunca foi jornalístico ou histórico.

Grato pela visita.

Bel disse...

não fui ao show, e nem posso dizer que sou conhecedora, mas lágrimas afloraram enquant eu lia o texto... preferia ter evitado isso no trabalho, mas valeu a pena!

Pandora Yuuko~ disse...

PORRA, CARA. Tô aqui, no meio do trabalho, e começo a chorar por causa desse texto. Não pode isso, viu? Não pode mesmo ;~~~

Vi o show de Porto Alegre. Não me recuperei até agora. Não sei se um dia eu vou me recuperar totalmente. Acredito que não.

relosilla - chaverinho disse...

PERFEITO!!!
estou no trabalho, segurando as lágrimas que querem sair!

Mais tarde vou reler, em casa, e me emocionar como o texto pede.

Natalia Máximo disse...

Caralho, Rob Gordon. Você tinha que colocar um aviso no começo do texto do tipo "atenção: esse texto pode causar comoção e lágrimas incontroláveis".

Jéssica V. Amâncio disse...

É de arrepiar! Sem palavras.

Eduardo T disse...

Texto muito bom. Fui ao show de Porto Alegre e ainda relembro alguns momentos todos os dias. Emocionante.

Anônimo disse...

Rob,faz mais ou menos uns 2 anos que leio seu blog...conheço um pouco de você apenas pelas histórias que conta...nunca comentei nenhuma delas(apesar de gostar de todas),mas com toda a sinceridade do mundo venho aqui te dizer que quando estava no show em Porto Alegre eu me lembrava o que você escreveria a respeito do show em SP...fantástico,enquanto eu lia parecia ver os dois conversando.Cara,grande abraço!

Elaine disse...

Como sempre, impecável!
Estou me debulhando em lágrimas...

Ciça disse...

SIMPLESMENTE MARAVILHOSO! Chorei com o texto, lindo demais! Infelizmente, não pude ir a nenhum dos shows, mas nem por isso a emoção beatlemaníaca não me afetou... Eles são imortais!
Parabéns!

rejane disse...

UAU!!! Emocionante!!!

Maristela disse...

Texto tocante, simples e altamente emocionante. Quem sabe se as coisas lá em cima não são assim mesmo? Um abraço!

Lara disse...

assisti o show pela tv e dos beatles, o paul é o que eu menos gosto, mas li isso e desabei. eu não sei o que é que você faz, mas você faz direitinho.

disse...

Nossa, que coisa mais linda e bem pensada.
Na certa, um pouco verdadeira..quem é que sabe...
Parabéns, me emocionei de ler..
ontem, mantive o tempo todo os dois em mente..os 3, e quase o tempo todo, os 4....

Carol Gonçalves disse...

Nossa, muito bom mesmo.
Parabéns. O show foi incrível. E eu adoro ler os textos sobre o evento sempre!

Cristine Martin disse...

adorei o texto, me emocionou muito. Quem sabe eles não estavam lá mesmo, como você descreveu? ;-)

Abraços!

Tyler Bazz disse...

Você é tão cagado que até num dos melhores textos que vc já escreveu você arruma um leitor mala babaca.


E isso é tudo que eu vou dizer sobre o post todo.

Bruno Nigro disse...

Fantástico esse teu texto, rapaz. É uma pena que eu não tenha conseguido ir aos shows de SP. Mas, como o velho Macca ainda está longe de parar (como ele mesmo diz) ainda resta a esperança de vê-lo tocar em algum lugar remoto da Europa em breve.

Grande abraço e mais uma vez parabéns por essa crônica maravilhosa! =)

Renato F.C. disse...

"Just the two of them" e mais quase 200.000 pessoas nos três shows... E eu tive o indescritível prazer de ser um grãozinho de areia junto desses 200.000.

Excelente texto, emoção e respeito na medida certa. Parabéns!

Regina Eller disse...

Realmente, o sonho NUNCA acabou. lindo de mais!

Fernanda disse...

Chorando...

Luiz Cannalonga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiz Cannalonga disse...

Eu achava que a choradeira pelo show de ontem tinha acabado (embora tenham ficado todas as lembranças maravilhosas do show), mas aí uma super amiga minha me manda esse seu texto... e começa tudo de novo... Palpitação, choradeira, emoção...

Pôrra, assim é difícil, viu!?... :')

Luisa Pinheiro disse...

Porra, Rob! É só isso que eu consigo pensar em comentar depois de um texto que me deixou tão emocionada.
Sei que Beatles são os Beatles, mas nunca parei pra escutá-los muito bem (influências musicais fail). Só por esses dias quando grandes amigas foram para o show do Paul em POA e agora a outra metade das pessoas que conheço foram no de São Paulo (moro em Floripa) é que prestei mais atenção nas músicas deles, e nossa... fico muito emocionada lendo o post de vocês que foram e ouvindo os relatos dos meus amigos (ontem um me ligou no meio do show, foi fofo), mas o teu me deixou bem emocionada mesmo. Adorei esse texto!

Bruno Antonelli disse...

Simplesmente... Lindo.

T0T9

Petterson Farias disse...

Tá, não vou mentir: Nem sou um profundo conhecedor e fã dos Beatles, conheço pouca coisa mesmo. Mas acompanhei todo esse alvoroço, causado pela vinda do Paul ao Brasil, só imaginando e [ansiosamente] esperando as tuas melhores palavras e os teus melhores textos. Porque, sem dúvida, um momento como esse relatado sob o olhar de um fã apaixonado fala e representa mais do que qualquer outra tentativa de registro.


Não me decepcionei. A espera valeu a pena: um dos teus textos mais lindos e emocionantes. De arrepiar.

Abraço, Rob. =D

Arnobio Quidute disse...

Eu fui ao show e lendo o texto imaginei isso realmente acontecendo, John e George lá de cima olhando para nós, nos abençoando, abençoando Paul.Foi um show inesquecivel. Depois de um ano dificil em minha vida o ano tinha que fechar da melhor forma possivel. E foi oque aconteceu.

Andre Melo disse...

...e lendo esse texto, brotaram novamente as lágrimas q cessaram na noite de 22/11 logo depois de "The End". Obrigado

Shibumi disse...

MUITO FODA DUKARALHO. Parabéns. Me emocionei MESMO.

Dri Pepper disse...

Eu nem sou fã nem nada, mas isso foi lindo.

Cy disse...

Sem palavras....Lindo!!

Ana disse...

Na fila do Morumbi falamos sobre os melhores e mais importantes shows das nossas vidas e você falou algo como "Vamos ver qual vai ser depois desse.".
Ver o Paul ali, ao vivo, não só fez com que esse show se tornasse o mais importante e incrível da minha vida em todos os sentidos, e eu duvido muito que algum outro possa desbancá-lo, só se o Jim Morrison reencarnasse ou algo assim acontecesse, como agora posso dizer que a minha vida tem uma nova divisão: antes e depois do show do Paul McCartney.

jean boechat disse...

curti. parabéns.

Rock Journal disse...

Lindo , tocante, e pra quem viveu isso emociona...

Camis disse...

Eu vou amar os Beatles entqo eu viver. E qdo eu nasci "o sonho já tinha acabado".
Belo texto.
Beijo

Yanna disse...

Chorei. Texto muito lindo, eu realmente posso imaginar isso... e dói um pouco.

Letícia disse...

Eu não estava triste por não ter ido, até ler esse texto. Die Rob Gordon die!

Bruna Vasconcellos disse...

De arrepiar! Assisti o show da segunda no Morumbi e mesmo depois de 6h em pé, embaixo de tanta chuva, a emoção foi a mesma!!! Durante todo o show, imaginei algo parecido com o que você escreveu acima!!! Muito emocionante! Obrigada por descrever em palavras o que eu imaginava e sentia naquelas horas!!!

Juju disse...

é Mr. Gordon, arrasou, como sempre. genial! emocionante. simpes assim....

Marcelo Godoy disse...

Fantástico... quase chorei, ia ser meio feio chorar aqui no trabalho...
Ontem tbm fiz um post no meu blog tentando explicar o inexplicavel...
Deem uma olhada e comentem..

http://www.papolog.com/Musquitles/post/179492/O-garoto-que-queria-ser-de-Liverpool

Nil Mattos disse...

Adorei...fiquei muito emocionada...Parabéns!
bjs

Bruno Mendes disse...

Obrigado por escerver esse texto desta maneira profunda e memorável.

Estive no show, me emocionei lá, estou no trabalho, me emocionei aqui...

Beatles vive....Let it be

Anônimo disse...

Muito legal, mas uma informação está errada: John Lennon disse uma vez que os Beatles eram mais populares que Jesus, não maiores que Deus.

Aline disse...

Eu estava no show.
Paul nos fez sentir um só povo cantando "just give peace a chance", entre outras.
A presença dos que já se foram foi forte e a gente sente isso a cada imagem e a cada homenagem que ele faz aos dois amigos.
É indescritível a sensação de estar lá, a adrenalina e a emoção de ver um Beatle aos 68 anos em plena forma física e com uma afinação de fazer inveja a muito jovem cantor.
Estou com a garganta aos cacos, mas o coração cheio.
Seu texto me faz pensar que o sonho não vai acabar nunca e as letras das músicas, são mesmo eternas.
Gravei vídeos, tirei fotos, mas nada chega perto à sensação de participar deste momento histórico para a música do mundo e para os brasileiros que apreciam boa música. Enfim, foi sensacional.
Parabéns pelo texto e pelo blog, gostei muito de ambos.

Lilian Quintal disse...

Tive dois privilégios: ler este texto e assistir ao Paul...

Danielle disse...

Genial!!!! Me arrepiei inteira lendo!
Paul tem que ler esse texto =)
Como tradutora, me proponho a traduzir e, de alguma maneira fazer com que chegue até ele...

Messias disse...

Caramba! Assim vc me derruba! To chorando dentro de um escritório de advocacia! Isso não se faz, Rob!!!

Luiza Nonato disse...

chorei! e além de ter estado lá no meio das 60 mil pessoas, pude visualizar essa história linda. parabéns!

Taís disse...

Nossa, que texto!
Chorei!
Parabéns!

Elaine Brunialti disse...

Uau, maravilhoso texto, emocionante, eu consegui "enxergar" , caramba, chorei... Parabéns!

Francisco disse...

Realmente, os meninos de Liverpool fizeram a duiferença não só na história da música inglesa, como também Universal. O fato de terem extrapolado algumas vezes em suas atitudes não significa que não seja normal até mesmo para o resto dos mortais; quem nunca disse algo que não se arrependesse depois? Ou que pelo menos não vá se arrepender alhures?

Apple Scruff disse...

Lindo! Lindo! Lindo!
Disse o que qualquer beatlemaníaco como eu gostaria que fosse verdade... Quer dizer... no fundo a gente sabe que é, mesmo sendo só no nosso coração...
George, George!!!
Obrigada por deixar a gente ler esse texto!!

pptarantino disse...

Então, cresci ouvindo Beatles, chorei com a perda de 2 Beatles e prometi a mim mesmo: Vou até na Argentina se ele não vir aqui. Ele veio. Eu estava lá na segunda-feira. Por mais de 2 horas debaixo daquela chuva que queria que fossemos embora, não fui. Pode chover até canivete, aqui fico, ninguem me tira. Parabéns, vc é o cara que entende de coisas do FUNDO DA ALMA de quem ama Beatles.

Danielle Starkey disse...

Chorei. Simplesmente.
Não deu pra segurar nessa parte:

"– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo cantando minha parte, e eu aqui.

– Ele não está cantando sozinho.

– Como não?

– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas."

Marina disse...

Um amigo meu, que não é fã e não foi ao show, estava dizendo que viu pela TV e disse que, em matéria de produção do show, não achou nada muito impressionante. Eu disse exatamente o que você disse no texto: "ele não precisa disso".

Chorei agora de novo. Sempre que falam desse show, choro de novo.

Varotto disse...

Uma semana um pouco mais desatento e eu deixo passar uma pérola dessas.

E talvez tivesse deixado passar definitivamente, se hoje não tivesse recebido um gentil lembrete do autor para vir aqui e comentar (não me lembro exatamente, mas foi algo como "vê se lê essa porra e comenta, seu viadinho!", ou outra coisa tão singela quanto).

O fato é que só me resta concordar que nosso amigo verticalmente prejudicado e capilarmente desfavorecido é realmente genial. Só mesmo muita habilidade com as letras, muito amor ao escrever e devoção à banda, e mesmo à música, podem explicar esse petardo que Rob cometeu.

Concordo em gênero, número, grau e o resto todo, que este texto deveria chegar às mãos do Macca. Duvido que, mesmo ele, após décadas de estrada não se sentisse tocado.

Em relação ao show, como eu havia dito ao Tyler, só não fiquei tão arrasado de não ter comparecido, porque fui um dos 184.000 felizardos presentes ao show recoerdista, no Maracanã em 1990. Mas depois de ler isso, confesso que fiquei com um ponta de inveja de vocês que estavam lá.

Resumindo:

Camarada Gordon, FODA!

Adriano Duarte disse...

Parabéns!

Emocionante este texto.

Ana Luiza Verzola disse...

Acho que para quem era uma das mais de 60 mil pessoas... esse texto é BEM mais especial.

Parabéns, parabéns MESMO, por ter abordado o dia mais marcante da vida de muita gente de outra forma.

isadora disse...

Texto absurdamente lindo. Me emocionou muito!

Eu estava no show do dia 22 de Novembro em São Paulo. Estava uma chuva muito grande, mas quando o show começou, lembro que olhei pro céu e vi uma estrela e pensei "Olha, até as estrelas querendo ver o show".
A lua também apareceu durante "Here Today"

E eu nem sei se acredito em céu, inferno, deus, vida após a morte ou tudo isso. Mas tenho que dizer que esse seu texto me emocionou muito! Parabéns!

Márcia disse...

Escandalosamente lindo!
Fã desde o princípio; ver e ouvir Sir Paul McCartney ao vivo, quase de pertinho, foi algo pra nunca mais eskecer.
Akela multidão cantando junto, num coral uníssono, fez emocionar, chorar, relembrar: Beatles Forever.
Obrigada ao autor desse texto.
Obrigada ao Paul, um homem simples, de extrema simpatia, bem humorado e dono das canções mais incríveis deste planeta!
Abraços & beijos

Isabela disse...

Que lindo *_* quase chorei aqui! E olha que não fui no show~!

Lorena disse...

okk eu chorei viu..mt bom o texto,é realmente um presente para os fãs! o/

Hugo disse...

Arrepiei.

Anna Vitória disse...

Chorei, arrepiei inteira.

Larissa disse...

emocionada, completamente

Diego Seabra disse...

Emocionante o texto. Eu estava lá, no Morumbi, simplismente inesquecível.

Parabéns ao autor.

Diego Seabra disse...

Emocionante o texto. Eu estava lá, no Morumbi, simplismente inesquecível.

Parabéns ao autor.

Diego Seabra disse...

Emocionante o texto. Eu estava lá, no Morumbi, simplismente inesquecível.

Parabéns ao autor.

Diego Seabra disse...

Emocionante o texto. Eu estava lá, no Morumbi, simplismente inesquecível.

Parabéns ao autor.

Paloma Muneratto disse...

Só vc pra conseguir fazer isso. Li no trabaho, entre uma planilha e outra e, mesmo assim, chorei.
Vc é bom d+ nisso e entende muito a humanidade que não deu certo.

Rafhaelbass disse...

Cara, como músico, confesso que fiquei emocionado... Demais, parabéns por existir e manter esse blog

Derland disse...

Seu blog e excelente, seus textos também são ótimos, vou tentar me inspirar no seu blog para melhorar o meu, se quiser depois e só da uma olhada o link ta logo a baixo: http://derlandreflexivo.blogspot.com/

MARCO ANTONIO disse...

To lagrimando...texto lindo apenas...saudades daquela noite no Morumba...do Paul ficando de cara com o barulho que a gente fazia ali na frente dele. Saudades do Jão e do Jorge...

Anônimo disse...

excelente, me lembrou cada momento do show.

o sonho nunca vai acabar.

Dalleck disse...

Ainda não havia lido esse texto, mas ainda hoje, pelas lembranças do show e de ele estar novamente por aqui, e por tudo o que esses caras são importantes pra mim e pra muita gente, fiquei muito emocionado, lágrimas nos olhos.

Obrigado por nos transmitir essa sensação, Rob.

Marina Peppers disse...

Nunca vou me esquecer do dia 22 de novembro. Melhor dia da vida desta Beatlemaníaca!
Chorei ao imaginá-los aqui! Uma das melhores Beatle-fics que já li!
Beijos!

evandro disse...

Isso e pura viagem.

evandro disse...

Isso tudo é uma viagem.

Pedrox disse...

Belo post! Estive no show do dia 22 de maio de 2011, no Rio de Janeiro, e o texto me fez reviver este dia histórico na minha vida e chorar tudo novamente.

Agora só imagino qual seria a reação de John e George ao ver os "Na Na Nás" em Hey Jude!

rose borges disse...

Só muito amor faz produzir um texto assim!

Perci Carvalho disse...

amei. (confesso) quaiz chorei ;__;

Natalia Máximo disse...

Já faz quase um ano que esse texto me emociona, Rob. Não consegui deixar de soltar algumas lágrimas. Acho que sempre vai emocionar, é inexplicável. Você captou a essência humilde, sincera, linda deles. Nunca vou cansar de ler esse texto, mesmo chorando!

Wanessa Galvão. disse...

Lindo!!!
Parabéns. Impossível ler e não se emocionar.

Paz :0*

Marcel Moura disse...

É a segunda vez na mesma noite que você me faz chorar lendo um texto sobre os Beatles.
Parabéns cara, realmente. Você tem um jeito lindo de escrever.

evandro disse...

isso é muito bom.

 

Championship Chronicles © 2010

Blogger Templates by Splashy Templates