9 de abril de 2010

Soneto da Desavença

De repente explode-se num grito
E o amor torna-se dor e fúria,
E mergulhando num ódio incontido
Que, por Deus, quase beira a luxúria.

Pratos e copos, móveis arrastados,
Condenações e gritos, holocausto.
Sem vencedores, ambos derrotados.
Você sai cansada, e eu exausto.

Mas logo deito meu corpo ao teu lado
E solto um suspiro denso e cansado
Rezando para o dia nascer em paz.

E amanhã lágrimas na minha face
Gritam que se vivemos esse impasse
É porque eu te amo cada dia mais.

2 leitores:

Thaís Vidal disse...

Desavença, fúria, dor e raiva despertam o oposto...e o oposto está ali sempre para lembrar que um não é um sem o outro...
A luxúria brilha as vezes nestes momentos insanos... A vontade de devorar e ser devorada, ardentemente até o corpo pedir água...
Mas há o grito e depois o silêncio, sempre.
E se não fosse assim, será que seria tão bom o alívio de estar perto, todos os dias...daquele corpo, daquela alma...daquela dança eterna de opostos e só assim saber que amou e foi amado?...

Marina disse...

Desentendimentos fazem parte de todo relacionamento. E ainda bem, porque significaria que alguém anda cedendo demais.

Li os dois sonetos, este e o da separação (ou soneto do soneto de Vinícius, whatever). Como estou numa fase meio vulnerável, este aqui me deixou mais alegrinha. Hhuahua! Gostei dos dois. Gosto de poemas que contam histórias, em vez daqueles que ilustram sentimentos. Acho que é por isso que sempre que eu invento de fazer poema, sai um conto. Hhauhuha!

 

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